segunda-feira, 12 de março de 2007

Inocência Perdida


Não sei por que razões, hoje lembrei-me de como encarava a mulher sexualmente aquando da minha infância. Lembro-me que a origem da minha reflexão, e já era um observador nato, foi a minha cunhada, na altura namorada de um dos meus irmãos. Tão frágil e sensível que, pela aparência, pensei logo que o meu irmão não tivera sorte na escolha. Não que não simpatizasse com ela, pelo contrário; mas as leis de Darwin não lhe eram favoráveis. É claro que estas deduções eram fruto das minhas leituras prematuras nos livros dos meus irmãos que me levaram a ser dissecador de animais e, inclusivé, a adentrar-me pelas espécies dos opiácios. Mas esta será outra história! Dizia eu que a rapariga não me parecia ser capaz de aguentar os impulsos primários, sexuais, de um macho. E o seu comportamento, algo retraído, também não augurava que gostasse de jogos sexuais. Estava tramado o meu irmão e a minha preocupação crescera de forma abismal. "Será que algum dia encontrarei uma mulher que goste de sexo?", era a pergunta que me assombrava as minhas noites e sempre que os meus pensamentos se desviavam dos estudos ou das brincadeiras de garoto. Já me imaginava um Indiana Jones na demanda da mulher-sexualmente-activa. Os pensamentos esvairam-se quando nasceu a minha sobrinha, mas ficou sempre a desconfiança de ter sido o resultado de uma acção pontual.

2 comentários:

Gaja Boa 2 disse...

então e diz lá!!
já encontraste a tal mulher? a que gosta de sexo??
hahaha

bjs

You're not alone disse...

por acaso já pensei em coisas idênticas, se bem que por agora seja mais do género " a gaja é burra, feia e gorda, por isso,para ter um namorado assim o sexo deve ser fenomenal!"